É ilegal, porquê?
2008-05-06 11:51A terceira edição da Marcha Global da Marijuana de Lisboa correu muito bem. Pelas nossas contas éramos mais de 800 pessoas (apesar da comunicação anunciar que estávamos pouco mais de 600). Mas para o ano queremos mais, porque os que lá estivemos não somos senão um mero exemplo de todos os consumidores de canábis deste país... e queremos que mais pessoas se juntem a nós para defender uma causa que lhes diz respeito como consumidores.
Desta vez, marchamos guiados pelos soundbites do Ras da Mula, dos Julah Jah Soundsystem, dos Riddim&Culture, do Calonga, do Dr. Bastard, do Ras Daniel Ray e na companhia dos Farra Fanfarra, que puseram toda a gente a dançar do Largo do Rato até ao Largo de Camões.
Todos marchamos com boa disposição e alegria, de forma ordeira e descontraída. As reacções das pessoas, surpreendidas pelo cortejo festivo que se cruzou no seu caminho neste sábado de sol, variaram entre divertidas e escandalizadas perante uma marcha onde se defende uma substância ilegal. A estas pessoas lembramos que a marcha serve para mostrar que os consumidores não são drogados nem arruaceiros, mas sim cidadãos comuns, informados e civilizados que queremos decidir por nós mesmos se consumimos ou não. Quem assistiu à Marcha ou viu as fotos poderá confirmar as diferentes idades, estilos e etnias dos participantes, prova de que a canábis é consumida transversalmente pelos vários sectores sociais.
No fim da Marcha, após a chegada ao Largo de Camões, vários mandatários do nosso Manifesto e da nossa causa discursaram sobre as vantagens da legalização e a hipocrisia do actual sistema proibicionista. Foram eles: Bruno Maia (médico), Luis Mendão (membro do GAT – Grupo Português de Activistas sobre Tratamentos de VIH/SIDA), Miguel Portas (eurodeputado) e António Eloy (professor universitário e consultor de empresas)...
A todos eles agradecemos, assim como a todos vocês, que participaram na Marcha e estão dispostos a continuar a marchar e a trabalhar pela alteração de uma lei injusta e falhada.
Proíbam a guerra, Legalizem a Canábis!
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